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Jornalismo da Serra ! - Rio de Janeiro
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Jornalismo da Serra Rio de Janeiro Avisa : !
Gente do Jornalismo da Serra RJ estamos demorando a postar por esse motivo : " Agora que estamos fazendo nossa propria radio que e Radio TrollJument estamos demorando colocar no ar mais em breve o player da radio estará aqui no site e vocês poderão ouvir mais fique ligado por que a qualquer momento estaremos de volta a Postar !!
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segunda-feira, 9 de abril de 2012
São Pedro da Serra comemora os 25 anos de Escola
Na última segunda, 2, os alunos da Escola Municipal São Pedro da Serra comemoraram os 25 anos de criação do distrito de São Pedro da Serra. A escola promoveu um café da manhã comunitário e, em seguida foram hasteadas as bandeiras nacional, do município e do distrito. Após a apresentação, a diretora Greidi de Carvalho Frez Boy convidou os presentes para visitar a exposição dos trabalhos realizados pelos alunos e participar de palestras e da votação do concurso literário. O ex-vereador Benício Valladares falou a seguir. Ele foi o autor da lei nº 2107 de 2 de abril de 1987, que decretou a criação do 7º distrito de Nova Friburgo, com terras desmembradas dos 4º e 5º distritos, que abrange as localidades de São Pedro da Serra, Benfica, Sibéria, Bocaina dos Blaudts, Vargem Alta, Pedra Kaiser, Colonial 61 e Freimann. Segundo o IBGE, São Pedro da Serra é formado por 64,5 km².
O historiador Jorge Miguel falou a seguir, assim como o professor Cléber Jandre Schimidt, que destacaram a importância do evento e a celebração dos 25 anos de emancipação do distrito. A direção da escola agradeceu a participação do Colégio Estadual José Martins da Costa e de todos que contribuíram para que o evento fosse realizado.
O historiador Jorge Miguel falou a seguir, assim como o professor Cléber Jandre Schimidt, que destacaram a importância do evento e a celebração dos 25 anos de emancipação do distrito. A direção da escola agradeceu a participação do Colégio Estadual José Martins da Costa e de todos que contribuíram para que o evento fosse realizado.
sábado, 7 de abril de 2012
Bom Jardim marca presença no aniversário de Aperibé
Exposição e canto coral são as atrações levadas aos aperibenses.
O município de Aperibé, situado no norte-noroeste do estado, está comemorando no próximo dia 11 de abril, seu 20º aniversário de emancipação político-administrativa e, a convite dos organizadores dos festejos programados para a celebração da data, Bom Jardim estará participando, levando aos aperibenses um pouco de sua arte. Para começar, foi inaugurada no último dia 3, quinta-feira, na Casa da Cultura de Aperibé, a exposição “Expressões”, do artista plástico, bom-jardinense por opção, Lula Tróccoli (foto acima), que inspirado na natureza e na pesquisa de expressões faciais, cria belíssimas peças em cerâmica e madeira.
Já no próximo dia 21 de abril, sábado, feriado nacional, vai acontecer na tenda armada ao lado da Casa da Cultura de Aperibé, a apresentação do Coral de Bom Jardim (foto ao lado). Criado por iniciativa da secretaria municipal de Turismo, Esporte, Cultura e Lazer (Stecla), o coral está para completar dois anos de existência, somando experiências e novos integrantes. Já se apresentou em outros municípios, incluindo Aperibé – que agora ratifica a amizade cultural das duas cidades com este novo convite. O Coral de Bom Jardim apresentou-se neste último sábado, 31 de março, no Cine Bom Jardim, fechando as atividades comemorativas pelo aniversário do município, com grande presença de público.
Teresópolis: Prefeitura cadastra desabrigados
A prefeitura de Teresópolis iniciou o processo de cadastramento das 414 pessoas que ainda continuam desabrigadas na cidade, depois de terem sido retiradas de suas casas devido ao temporal que atingiu a região serrana do estado no final da tarde dessa sexta-feira, dia 6.
O cadastro está sendo feito desde a madrugada por equipes das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e dos Direitos da Mulher. Segundo a prefeitura, o objetivo é identificar as vítimas e levantar as necessidades de cada família, como o recebimento de cestas básicas, o abastecimento de água e o pagamento de aluguel social.
Paralelamente, a prefeitura está solicitando a doação de gêneros de primeira necessidade para atender à população afetada, principalmente água, colchonetes e cestas básicas. As doações podem ser entregues no Ginásio Pedrão, localizado na Rua Tenente Luiz Meirelles, 211 – Várzea.
As chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro causaram cinco mortes no município de Teresópolis. Há informações de que ainda há pessoas soterradas em outras regiões.
O cadastro está sendo feito desde a madrugada por equipes das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e dos Direitos da Mulher. Segundo a prefeitura, o objetivo é identificar as vítimas e levantar as necessidades de cada família, como o recebimento de cestas básicas, o abastecimento de água e o pagamento de aluguel social.
Paralelamente, a prefeitura está solicitando a doação de gêneros de primeira necessidade para atender à população afetada, principalmente água, colchonetes e cestas básicas. As doações podem ser entregues no Ginásio Pedrão, localizado na Rua Tenente Luiz Meirelles, 211 – Várzea.
As chuvas que atingiram a Região Serrana do Rio de Janeiro causaram cinco mortes no município de Teresópolis. Há informações de que ainda há pessoas soterradas em outras regiões.
Deputados querem Petrópolis na relação de cidades que ganharão centro de convenções
Bernardo Rossi e Marcus Vinícius fazem reunião com secretário estadual
de Turismo
de Turismo
Os deputados estaduais Bernardo Rossi (PMDB) e Marcus Vinícius (PTB) querem que Petrópolis seja incluída no rol de cidades do interior que receberão verbas para a construção de centros de convenções. Esta semana, a Secretaria estadual de Turismo anunciou a instalação das estruturas nas cidades de Paraty, Nova Friburgo e Cabo Frio. Os parlamentares, ainda que Petrópolis tenha sido comtemplada com recursos do Programa Regional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur) para outras ações, apontam que uma estrutura destinada a grandes eventos é essencial para a cidade. Um centro de convenções, com lotação de 2 mil pessoas a cada final de semana, pode injetar R$ 10
milhões mensais na economia do município.
- Vamos levar essas reivindicação ao secretário Ronald Ázaro esta semana”, afirma Bernardo Rossi. O Prodetur foi lançado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na ordem de US$ 112 milhões. A contrapartida do governos estadual e federal é de R$ US$ 75 miilhões. “Às vésperas de eventos esportivos internacionais, como a Copa do Mundo e as Olmpíadas, Petrópolis está em um momento crucial para o setor: ou crescemos ou ficaremos para trás”, completa Marcus Vinícius.
Um centro de convenções em Petrópolis é uma antiga reivindicação do setor de turismo. Hoje, a cidade possui hoteis e pousadas que investiram em centros de negocios de pequenos e médio portes. Um espaço com capacidade para mais de mil pessoas se tornou inviável após
a transferência do Palácio Quirandinha ao Sesc e a inerrupção desse tipo de serviço no local.
- O Museu Imperial atrai a média de 330 mil pessoas ao mês uma das atrações do roteiro histórico-cultural; o de compras bate a casa de 360 mil pessoas que visitam anualmente a Rua Teresa e a gastronomia gira em torno de 54 mil pessoas por mês. O turismo de negócios, que
depende de um centro de convenções com alta capacidade, e temos potencial para isso, não se desenvolve”, aponta Bernardo Rossi.
Marcus Vinícius mostra ainda que ele e Bernardo Rossi já apresentaram indicações e emendas aprovadas no orçamento do Estado para 2012 prevendo um centro de convenções. “A reurbanização da Rua Teresa, um projeto do Estado incluído no Prodetur, é um passo importante, mas ainda é pouco para uma cidade de médio porte onde boa parte de sua
economia está calcada no turismo”.
Os parlamentares querem que o governo do Estado ajude a prefeitura a desenvolver um projeto para a construção do centro de convenções. O governo federal garantiu à Petrópolis recursos de R$ 540 mil para a elaboração de um estudo de viabilidade do centro de convenções com capacidade para receber entre 1.700 e 2 mil pessoas, além de uma arena
multiuso. “Já é a largada para viabilizar o centro”, aponta Bernardo Rossi, mas como ressalva Marcus Vinícius, “a verba tem de ser bem empregada e, rapidamente, para que o projeto se torne realidade”.
milhões mensais na economia do município.
- Vamos levar essas reivindicação ao secretário Ronald Ázaro esta semana”, afirma Bernardo Rossi. O Prodetur foi lançado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na ordem de US$ 112 milhões. A contrapartida do governos estadual e federal é de R$ US$ 75 miilhões. “Às vésperas de eventos esportivos internacionais, como a Copa do Mundo e as Olmpíadas, Petrópolis está em um momento crucial para o setor: ou crescemos ou ficaremos para trás”, completa Marcus Vinícius.
Um centro de convenções em Petrópolis é uma antiga reivindicação do setor de turismo. Hoje, a cidade possui hoteis e pousadas que investiram em centros de negocios de pequenos e médio portes. Um espaço com capacidade para mais de mil pessoas se tornou inviável após
a transferência do Palácio Quirandinha ao Sesc e a inerrupção desse tipo de serviço no local.
- O Museu Imperial atrai a média de 330 mil pessoas ao mês uma das atrações do roteiro histórico-cultural; o de compras bate a casa de 360 mil pessoas que visitam anualmente a Rua Teresa e a gastronomia gira em torno de 54 mil pessoas por mês. O turismo de negócios, que
depende de um centro de convenções com alta capacidade, e temos potencial para isso, não se desenvolve”, aponta Bernardo Rossi.
Marcus Vinícius mostra ainda que ele e Bernardo Rossi já apresentaram indicações e emendas aprovadas no orçamento do Estado para 2012 prevendo um centro de convenções. “A reurbanização da Rua Teresa, um projeto do Estado incluído no Prodetur, é um passo importante, mas ainda é pouco para uma cidade de médio porte onde boa parte de sua
economia está calcada no turismo”.
Os parlamentares querem que o governo do Estado ajude a prefeitura a desenvolver um projeto para a construção do centro de convenções. O governo federal garantiu à Petrópolis recursos de R$ 540 mil para a elaboração de um estudo de viabilidade do centro de convenções com capacidade para receber entre 1.700 e 2 mil pessoas, além de uma arena
multiuso. “Já é a largada para viabilizar o centro”, aponta Bernardo Rossi, mas como ressalva Marcus Vinícius, “a verba tem de ser bem empregada e, rapidamente, para que o projeto se torne realidade”.
Nova Friburgo entra em estágio de atenção devido as chuvas
Nova Friburgo estava em estágio de atenção às 20h desta sexta-feira (6), segundo o subsecretário da Defesa Civil de Nova Friburgo, Robson Teixeira.
O rio Bengala transbordou, mas não há desalojados nem desabrigados.
— Houve uma chuva forte, como se fosse de verão, das 14 as 18h. Por enquanto parou, mas deve voltar a chover.
De acordo com a Defesa Civil estadual, choveu forte nas cabeceiras Caledônia e Mury, por isso o transbordamento no Rio Bengalas.
Sistema de Alerta
O sistema sobre as condições das chuvas se divide em quatro etapas: vigilância, atenção, alerta e alerta máximo. O estágio de atenção significa previsão de chuva moderada, ocasionalmente forte, nas próximas horas. Neste estado os operadores do Alerta Rio estão em constante comunicação com os órgãos municipais que atuam nas situações de chuva.
Sirenes acionadas em Teresópolis
As sirenes de chuva foram acionadas em duas comunidades em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, nesta sexta-feira, segundo a Defesa Civil do Estado.
As sirenes estão em Rosário e Perpétuo. Os moradores devem deslocar-se para os pontos de apoio.
Ainda não há informações de vítimas.
Ainda não há informações de vítimas.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Ex-andarilho João Gordinho morre em Bom Jardim
O ex-andarilho João Gordinho, que foi tema de uma reportagem publicada pelo Diario no último domingo (1º de abril), faleceu na noite de quinta-feira, às 21h30, em sua casa, no município de Bom Jardim. Aos 57 anos, ele sofria de diabetes e já havia tido um pé amputado. O enterro será às 14h no cemitério da cidade. João José da Silva percorreu mais de 20 mil quilômetros em Pernambuco e na Paraíba.
Leia a matéria publicada no último domingo, escrita pelo repórter Jailson da Paz:
Destino. De significados discutíveis, a palavra tem um único para João José da Silva. A compreensão de sorte, fado ou fortuna jamais encontrou apoio no seu “pouco conhecimento”. Destino, para ele, é providência divina. A justificativa está na sua história. Ou melhor, de João Gordinho, como ficou conhecido esse senhor de 57 anos. Há dois anos amputaram-lhe o pé esquerdo por conta do diabetes. Ao salvá-lo, tiram-lhe também o que mais gostava: caminhar. João Gordinho ganhou fama nos agrestes e sertões como andarilho. Foram, numa soma rápida, pelo menos 20 mil quilômetros percorridos em Pernambuco e na Paraíba.
Preso a uma cadeira de rodas, em Bom Jardim, distante 115 quilômetros do Recife, João Gordinho vive mais do passado. “Se eu recuperar minhas forças, quero andar. Andar por onde andei”, confessa. Aí reside a justificativa para sua definição de destino. Menino raquítico, conseguiu andar somente aos 8 anos. Antes, arrastava-se. Gostou tanto de caminhar que aos 14 anos saiu de casa, em João Alfredo, lugar de nascimento, no Agreste pernambucano, para a vizinha Salgadinho. Os quase 13 quilômetros percorridos a pé abriram-lhe horizontes, os de que podia conhecer novos lugares e novas pessoas. Era uma caminhada, a seu ver, para a liberdade.
Várias andanças
João acreditou nisso. Deixou de lado o temor de apanhar da mãe, risco que correu na primeira experiência, e aventurou-se. Depois de Salgadinho vieram outras 66 cidades e vilas. Em algumas esteve diversas vezes em 40 anos de andanças. “É muita coisa, não é?”, questiona mais a si do que aos frequentes visitantes de sua casa de poucos móveis. Se alguém ousa duvidar, João circula mais uma vez, em um exercício de memória, pelos lugares em que pisou. A lista dos pontos visitados é repetida, sem titubeios, em 63 segundos: “Vitória, Carpina, Bezerros, Nazaré da Mata… Cruz de Pedra, Buraco do Tatu. Taó, São Vicente, Simão”.
Preso a uma cadeira de rodas, em Bom Jardim, distante 115 quilômetros do Recife, João Gordinho vive mais do passado. “Se eu recuperar minhas forças, quero andar. Andar por onde andei”, confessa. Aí reside a justificativa para sua definição de destino. Menino raquítico, conseguiu andar somente aos 8 anos. Antes, arrastava-se. Gostou tanto de caminhar que aos 14 anos saiu de casa, em João Alfredo, lugar de nascimento, no Agreste pernambucano, para a vizinha Salgadinho. Os quase 13 quilômetros percorridos a pé abriram-lhe horizontes, os de que podia conhecer novos lugares e novas pessoas. Era uma caminhada, a seu ver, para a liberdade.
Várias andanças
João acreditou nisso. Deixou de lado o temor de apanhar da mãe, risco que correu na primeira experiência, e aventurou-se. Depois de Salgadinho vieram outras 66 cidades e vilas. Em algumas esteve diversas vezes em 40 anos de andanças. “É muita coisa, não é?”, questiona mais a si do que aos frequentes visitantes de sua casa de poucos móveis. Se alguém ousa duvidar, João circula mais uma vez, em um exercício de memória, pelos lugares em que pisou. A lista dos pontos visitados é repetida, sem titubeios, em 63 segundos: “Vitória, Carpina, Bezerros, Nazaré da Mata… Cruz de Pedra, Buraco do Tatu. Taó, São Vicente, Simão”.
Rotas desconhecidas
Algumas vezes, o andarilho perdia-se na procura de novos destinos. Andava quilômetros por rotas desconhecidas. Assim, chegou à distante Cajazeiras, na Paraíba, a 429 quilômetros de João Alfredo. No começo, as andanças eram com um saco nas costas. Dentro, roupas velhas, um prato e um copo de plásticos e uma colher. Outro saco foi necessário à medida que se tornou conhecido. Ali, carregava livros, brinquedos, LPs e CDs. Ele ainda guarda parte dessa herança. “Ganhava de tudo. Tinha direito até a recantos para tomar banho, comer e dormir. Ficava no terraço, às vezes. Outras, em “quartinhos de fundo de quintal”.
Quando a solidariedade sumia, restavam as calçadas e as marquises dos prédios públicos. Viveu tanto em tais pontos que é capaz de situá-los por ruas em algumas cidades. Dessas cidades, conhece os nomes de todas ruas.“Tem rua com dois ou três nomes”. Ele conhece essas variações, assim como aprendeu o nome de muitos moradores. Na maioria, meninos e meninas que pediam ao andarilho para cantar de nariz tapado. Ou pediam para fazer origamis. Ao dar vida a animais e objetos dobrando papel, João Gordinho tornava-se amigos das crianças. Algumas cuidam hoje do andarilho.
Algumas vezes, o andarilho perdia-se na procura de novos destinos. Andava quilômetros por rotas desconhecidas. Assim, chegou à distante Cajazeiras, na Paraíba, a 429 quilômetros de João Alfredo. No começo, as andanças eram com um saco nas costas. Dentro, roupas velhas, um prato e um copo de plásticos e uma colher. Outro saco foi necessário à medida que se tornou conhecido. Ali, carregava livros, brinquedos, LPs e CDs. Ele ainda guarda parte dessa herança. “Ganhava de tudo. Tinha direito até a recantos para tomar banho, comer e dormir. Ficava no terraço, às vezes. Outras, em “quartinhos de fundo de quintal”.
Quando a solidariedade sumia, restavam as calçadas e as marquises dos prédios públicos. Viveu tanto em tais pontos que é capaz de situá-los por ruas em algumas cidades. Dessas cidades, conhece os nomes de todas ruas.“Tem rua com dois ou três nomes”. Ele conhece essas variações, assim como aprendeu o nome de muitos moradores. Na maioria, meninos e meninas que pediam ao andarilho para cantar de nariz tapado. Ou pediam para fazer origamis. Ao dar vida a animais e objetos dobrando papel, João Gordinho tornava-se amigos das crianças. Algumas cuidam hoje do andarilho.
Sustento sem mendigar
O passado para João Gordinho encontra sentido apenas de três anos para trás, quando podia andar livremente. A partir dessa data, tudo é presente. E o presente lembra dor e limitação. As costas e os braços incomodam. O corpo já não se sustenta de pé sozinho. “Encontramos João como indigente em um hospital de Limoeiro”, conta o professor José Célio Gomes de Sousa, que tornou-se tutor legal do andarilho. Na época, o pé esquerdo de João havia sido amputado. A sobrevivência do fazedor de origamis dependia da boa vontade das pessoas. José Célio, com o aval da Justiça, conseguiu-lhe a aposentadoria. O salário mínimo repassado pela Previdência Social assegura o pagamento do aluguel da casa e de uma cuidadora e a compra de alimentos. Pela primeira vez, o andarilho se sustenta sem mendigar.
Pedir nunca constrangeu João Gordinho. “Sempre tinha alguém que me ajudava”, disse. Mas o andarilho esqueceu de si. Antes de seguir para o hospital em Limoeiro, nunca havia procurado um médico. Escolhia seus próprios remédios. Acreditava que “vitaminas” não tinham contraindicações. Nem mesmo para o diabetes. João Gordinho descobriu o caminho dos “fortificantes” no meio em que nasceu. A família, do Sítio Campos do Borba, pouco acesso teve a escola e a médicos. Primogênito de três filhos, perdeu a mãe quando estava a quilômetros de João Alfredo. A andança o afastou da família. Apesar do isolamento, tornou-se uma lenda. Seu nome é lembrado em várias cidades de Pernambuco e da Paraíba. E faz várias pessoas voltarem ao passado. “João era motivo de festa quando eu voltava da escola”, revela a agente de saúde Maria Alice Oliveira, 47. Pela festa do passado, Maria Alice dedica parte do seu tempo a cuidar do andarilho do Agreste.
Pedir nunca constrangeu João Gordinho. “Sempre tinha alguém que me ajudava”, disse. Mas o andarilho esqueceu de si. Antes de seguir para o hospital em Limoeiro, nunca havia procurado um médico. Escolhia seus próprios remédios. Acreditava que “vitaminas” não tinham contraindicações. Nem mesmo para o diabetes. João Gordinho descobriu o caminho dos “fortificantes” no meio em que nasceu. A família, do Sítio Campos do Borba, pouco acesso teve a escola e a médicos. Primogênito de três filhos, perdeu a mãe quando estava a quilômetros de João Alfredo. A andança o afastou da família. Apesar do isolamento, tornou-se uma lenda. Seu nome é lembrado em várias cidades de Pernambuco e da Paraíba. E faz várias pessoas voltarem ao passado. “João era motivo de festa quando eu voltava da escola”, revela a agente de saúde Maria Alice Oliveira, 47. Pela festa do passado, Maria Alice dedica parte do seu tempo a cuidar do andarilho do Agreste.
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